Com a volta de fábricas que estavam paradas, outubro teve um total de 177,9 mil veículos produzidos, 2,6% a mais que em setembro. Mas na comparação com outubro do ano passado, a queda foi de 24,8%, informou a Associação Nacional dos Fabricantes de Autoveículos (Anfavea).

No acumulado dos primeiros dez meses de 2021, foram produzidos 1,67 milhão de veículos leves, aumento de 13,4% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Desses, foram fabricados 1,37 milhão de automóveis (subida de 9,5%) e 302 mil comerciais leves (acréscimo de 34,9%).

Geralmente outubro é um mês de produção bastante elevada, para abastecer as lojas na reta final do ano, quando a procura é mais aquecida.

Porém, as limitações de componentes eletrônicos fizeram com que este outubro fosse o pior dos últimos cinco anos, de acordo com a Anfavea.

“Os esforços das áreas de Compras, Logística e Manufatura das montadoras merecem todos os elogios, mas infelizmente a demanda reprimida, somada ao tradicional aquecimento de fim de ano, poderá não ser atendida pela oferta”, afirmou o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.

As vendas ao mercado interno e os estoques reduzidos refletem com precisão o que ocorre na produção, revelando que tudo o que é produzido é rapidamente repassado aos clientes.
Em outubro foram 162,3 autoveículos emplacados no total, 4,7% a mais que em setembro e 24,5% a menos que em outubro de 2020.

Assim como verificado na produção, este foi o pior outubro dos últimos cinco anos em vendas.

Considerando apenas os veículos leves, no acumulado de janeiro a outubro foram licenciadas 1,62 milhão de unidades, aumento de 7,6% na comparação com o mesmo período de 2020.

Foram emplacados 1,27 milhão de automóveis (acréscimo de 2,6%) e 345 mil comerciais leves (crescimento de 31%), no mesmo comparativo.

Projeções

Segundo o presidente da Anfavea, os números estão em linha com as projeções refeitas há um mês, que apresentavam um crescimento tímido em relação ao ano passado – diferente da expectativa do início do ano, que era de uma forte reação.

Com todos os problemas nas linhas produtivas, é interessante notar que houve aumento do nível de emprego ao longo de 2021, com 1.402 novas vagas nas fábricas de autoveículos – são 102.625 funcionários diretos, sem contar os das fábricas de máquinas agrícolas e de construção.

“Nossa indústria faz o possível e o impossível para garantir os empregos, sempre na expectativa de uma reação do mercado. Esperamos responsabilidade de todos os agentes públicos para que em 2022 haja uma melhoria no ambiente geral de negócios, a despeito de ser um ano eleitoral”, concluiu Moraes.