Fernando Frazão/Agência Brasil

A paralisação dos caminhoneiros afeta o mercado automobilístico e todas as linhas de produção instaladas no Brasil estão paradas desde ontem (25). A informação foi confirmada pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

“A greve dos caminhoneiros afetará significativamente nossos resultados, tanto para as vendas quanto para a fabricação e exportação”, adverte a Anfavea em nota divulgada à imprensa.

A entidade ressalta ainda que “a indústria automobilística gera de impostos mais de R$ 250 milhões por dia e, por isso, esta paralisação gerará forte impacto na arrecadação do País”.

Segundo reportagem da Agência Brasil, a maioria das montadoras já está sem produzir e outras estão com os pátios lotados, sem o transporte das cegonhas, e não há como estocar veículos.

Acordo

Ontem à noite, o governo e representantes dos caminhoneiros fecharam acordo, e a paralisação será suspensa por 15 dias. Em troca, a Petrobras mantém a redução de 10% no valor do diesel nas refinarias por 30 dias, enquanto o governo costura formas de reduzir os preços.

A Petrobras mantém o compromisso de custear esse desconto, estimado em R$ 350 milhões, nos primeiros 15 dias. Os próximos 15 dias serão patrocinados pela União, segundo a Agência Brasil.

A greve teve início na segunda-feira (21) e há registros de rodovias bloqueadas em 25 Estados e no Distrito Federal. Os representantes dos caminhoneiros pedem o fim da carga tributária sobre o óleo diesel.