Anfavea/Divulgação

Os dados da indústria automotiva mostram que 199,8 mil unidades foram comercializadas em janeiro deste ano, o que representa crescimento de 10,2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 181,3 mil veículos foram licenciados. O balanço confirma o que especialistas do setor automotivo vinham apontando: que janeiro seria o melhor mês desde 2015.

Por outro lado, na comparação com as 234,5 mil unidades vendidas em dezembro de 2018, houve queda de 14,8%.

Os resultados da indústria automotiva em janeiro foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) na quarta-feira (6), em São Paulo.

No primeiro mês de 2019, foram emplacados 191,2 mil veículos leves, aumento de 8,7% em relação a janeiro de 2018. Entre automóveis, a subida foi de 9,7% (163,4 mil unidades), e entre comerciais leves, a variação foi positiva em 3,1% (27,7 mil unidades).

Para Antonio Megale, presidente da Anfavea, os resultados de janeiro estão de acordo com o esperado pela indústria.

Este primeiro mês do ano foi o melhor janeiro desde 2015. Apesar de termos mais dias úteis em relação ao último mês de 2018, já imaginávamos que teríamos esta baixa devido à sazonalidade de mercado, uma vez que o fim do ano é tradicionalmente mais aquecido”, disse Megale.

Produção

A produção segue em trajetória de crescimento: foram 196,8 mil unidades fabricadas em janeiro deste ano, baixa de 10% sobre as 218,7 mil de janeiro de 2018. Na análise com dezembro com 177,5 mil unidades, houve aumento de 10,9%.

Foram produzidos em janeiro deste ano 188,0 mil veículos leves, queda de 10,5% sobre o mesmo período do ano passado. Foram fabricados 163,9 mil automóveis (redução de -9,8%) e 24,3 mil comerciais leves (-14,7%).

Mas o mercado interno não compensou a queda nas exportações, apontam os principais jornais nesta quinta-feira (7). Com a crise da Argentina, os embarques de veículos ficaram em 25,0 mil unidades neste início do ano, diminuição de 46% frente as 46,4 mil do mesmo período de 2018. Contra as 31,7 mil de dezembro do ano passado, o setor registrou decréscimo de 21,1%.