O empresário de origem italiana Sergio Marchionne, ex-presidente de Fiat Chrysler Automobiles (FCA), faleceu na quarta-feira (25), aos 66 anos, após complicações derivadas de uma cirurgia no ombro. Ele estava internado em uma clínica em Zurique, na Suíça.

Marchionne era um dos mais importantes executivos da indústria automotiva mundial e considerado o mentor da união da Fiat com a Chrysler.

A morte do executivo teve grande repercussão na imprensa brasileira e internacional. Sob o comando de Marchionne, o grupo viu seu valor de mercado crescer dez vezes.

No último dia 21, o mercado recebeu com surpresa o anúncio da Fiat de que Marchionne seria substituído pelo britânico Mike Manley, chefe da Jeep, que faz parte do grupo FCA. Em comunicado, o grupo havia informado que o CEO não tinha mais condições de retornar às suas atividades profissionais, por causa da deterioração de sua saúde.
A previsão era de que Marchionne se aposentasse em abril de 2019.

Mudanças na área comercial

No dia 4 de julho, o grupo informou que a área comercial da FCA no Brasil foi reformulada. Tania Silvestri, que ocupava o cargo de diretora-adjunta para a Jeep, assumiu integralmente a marca e a responsabilidade pelas operações comerciais envolvendo Jeep, Chrysler, Dodge e Ram para o Brasil.

Herlander Zola, diretor da Fiat, assumiu as operações comerciais envolvendo a marca no Brasil. Juntos, Tania Silvestri e Herlander Zola serão responsáveis pelos planos de fortalecimento e crescimento das marcas Jeep e Fiat no mercado brasileiro.

Sergio Ferreira, que respondia pela Diretoria Comercial da FCA no Brasil, deixou o cargo e o grupo.

Em comunicado à imprensa, o grupo FCA afirma que a nova estrutura fortalece as sinergias entre as operações comerciais e de brand, com ganhos de eficiência operacional.